Evento contou com programação voltada às associações que trabalham em prol das pessoas com doenças

*Texto de Blenda Machado

O II Simpósio Internacional sobre Esclerose Lateral Amiotrófica chegou em seu último dia nesta terça-feira (26). O evento foi realizado no auditório do Hotel Ritz em Lagoa da Anta, em Maceió, e ocorreu entre os dias 24 a 26 de novembro, possibilitando a troca de conhecimentos científicos sobre a ELA, com a presença de profissionais e pesquisadores renomados internacionais e brasileiros.

Nikolay V. Dokholyan, pesquisador dos Estados Unidos (Foto: Blenda Machado)

Na segunda-feira (25), o pesquisador norte-americano, Nikolay V. Dokholyan, apresentou a seguinte palestra: Towards the molecular etiology of ALS, e discutiu a respeito dos aspectos moleculares, biológicos e bioquímicos da Esclerose e as possíveis causas da doença.

Na sequência, o professor de medicina Richard S. Bedlack Jr, dos Estados Unidos, comandou a videoconferência: Untangling the ALS X-Files, que abordou sobre tratamentos alternativos e o acompanhamento da reversão da doença com base em artigos científicos.

Nutricionista Jeniffer Dutra, de Minas Gerais (Foto: Blenda Machado)

De acordo com a nutricionista Jeniffer Dutra é muito importante que o paciente com ELA tenha alimentação adequada e conte com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar: ‘‘ninguém consegue avançar sozinho se não tiver o acompanhamento de profissionais de várias áreas. Por exemplo, se o paciente tiver desnutrição, a doença progride mais rápido. Então é importantíssima a boa nutrição’’.

O professor Augusto Penalva ministrou a palestra: O papel dos retrovírus na fisiopatologia da ELA, onde abordou sobre as patologias do paciente com ELA. No final, Simone Gonçalves falou acerca da ventilação não invasiva e das modalidades de ventilação domiciliar e Merit Cudkowicz, dos Estados Unidos, exibiu a videoconferência: Experimental therapies for ALS.

Dra. Alessandra Corrales, fisioterapeuta. (Foto: Blenda Machado)

Apesar dos desafios diários o paciente precisa e deve buscar a ajuda de um profissional. Diante disso, foi composta uma mesa redonda com a nutricionista Jeniffer Dutra de Minas Gerais; a fonoaudióloga Ana Chiappetta de São Paulo; a fisioterapeuta neuromuscular, Simone Holsapfel; a fisioterapeuta neuromuscular Alessandra Corrales que também é diretora da Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (ABRELA) e do Instituto Dr. Hemerson Casado; e o neurologista Carlos Marrone do Rio Grande do Sul.

O ativista do movimento em defesa dos direitos da pessoa com ELA (Movela), Jorge de Melo,  nota que existe um índice significativo de óbitos causado por profissionais na área da saúde, por causa do desconhecimento da doença.

Emocionado, ele contou que infelizmente não existe um protocolo para o atendimento de paciente com doença neuromusculares nos hospitais de emergência. ‘‘Lutamos para que o paciente de ELA chegue na porta do hospital e que seja atendido de forma compatível com o estado de saúde dele’’.

Dr. Hemerson Casado (Foto: Assessoria)

O médico Hemerson Casado destaca a importância da parceria do Instituto Dr. Hemerson Casado Gama com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS): ‘‘A vinda do LAIS em massa é uma demonstração de prestígio e solidariedade ao Simpósio de ELA’’, afirmando que ‘‘a doença ELA  é muito negligenciada pela ciência, medicina e governo federal’’.

Último dia do evento deixa com o gosto de ‘‘quero mais’’

Stas Engel, pesquisador dos Estados Unidos (Foto: Assessoria)

Na terça-feira (26), Stas Engel do Departamento de Bioquímica Clínica e Farmacologia da Universidade Ben-Gurion de Israel, ao falar sobre: SOD1 structure – Toward understanding of ALS pathogenesis, citou como a proteína SOD1 pode ajudar o paciente e, por outro lado, como algumas proteínas prejudicam a sua melhora.

Ross Buchan (Foto: Assessoria)

O professor Ross Buchan da Universidade do Arizona em Tucson, apreentou: mRNP granules and endocytosis – roles in regulating TDP43 toxicity and turnover, explicando que ‘‘a parte do TDP43 depende de como a ELA atua na parte funcional celular dos neurônios, pois há a possibilidade de variar a região afetada, caso esta esteja no interior ou fora do núcleo celular”.

A psicóloga Andréa Silveira abordou em sua palestra: O papel do psicólogo na ELA. Ela ressaltou a importância do amor e suporte familiar para que o tratamento seja eficaz. Disse também que, “no instante em que o sujeito recebe o diagnóstico a família deve recorrer à ajuda de um psicólogo para que ela possa lidar com essa situação”.

Por fim, o neurologista Fernando Gameleira conduziu a palestra: A insustentável leveza do ser  e o fórum das associações comentou sobre: Desenvolvimento Científico e Tecnológico Aplicado a ELA.

Para saber mais informações, acesse a página do instagram @institutodrhemersoncasado.