Cardiologista alagoano Hemerson Casado foi convidado pela UFRN para a missão cientifica

 

Diagnosticado há cerca de sete anos com esclerose lateral amiotrófica (ELA), o cirurgião cardiovascular Hemerson Casado Gama voltou a romper expectativas sobre seu ativismo e viajou para Israel, na semana passada, em busca de avanços nos estudos sobre a enfermidade que ameaça sufocar vidas em corpos paralisados pelo avanço da doença rara e degenerativa, às vezes tratada como sentença de morte para pacientes pobres. O objetivo da missão científica é prospectar parcerias e projetos relacionados à ELA, no Oriente Médio.

A delegação brasileira com pesquisadores que viajaram para a missão internacional com Dr. Hemerson foi convidada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). E o médico que também preside o Instituto Hemerson Casado disse estar muito feliz com o convite e que pretende trazer novidades para beneficiar os portadores com doenças raras no Brasil.

Durante uma programação de oito dias, iniciada na última quarta-feira (8), o médico vai visitar centros de pesquisas e universidades nas cidades de Jerusalém, Bersebá e Rehovot. “A minha visita às instituições tem três focos principais: diagnóstico, tratamento e busca por tecnologias assistivas”, disse o cardiologista alagoano.

A delegação brasileira também tem como meta fomentar projetos para diagnóstico de câncer. E foi recebida por pesquisadores israelenses para a celebração de acordos.

Na Universidade Hebraica de Jerusalém, avaliada como uma das 100 melhores do mundo e galardoada com cinco prêmios Nobel, Dr. Hemerson se reúne com professores universitários e médicos, como Haya Lorberboum-Galski, pós-doutora em Bioquímica, e Ithai Rabinowitch, professor titular da Faculdade de Medicina e PhD em Engenharia Industrial.

Vanguarda e compromisso

A missão é iniciativa do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN. Em 2018, Dr. Hemerson se reuniu com o embaixador de Israel no Brasil, o diplomata Yossi Shelley. Na oportunidade, eles estreitaram os laços e discutiram possibilidade de parcerias e cooperações técnicas internacionais.

Mesmo sem cargo público ou mandato, Hemerson Casado conseguiu R$ 252,3 milhões em recursos do Ministério da Saúde, no ano passado, para o avanço da ciência nos estudos sobre a doença por um período de cinco anos. E tentou fazer mais pelas políticas de saúde pública para os alagoanos e brasileiros no Congresso Nacional, ao disputar, em 2014 e 2018, uma das vagas de deputado federal; não sendo eleito, ficando com a 16ª e 23ª colocação nas respectivas disputas pelo MDB e pelo PP.

Para obter o investimento inédito em parceria com as universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Alagoas (UFAL), Hemerson Casado valeu-se apenas dos movimentos de seus olhos, a única forma usada para libertar seus pensamentos para além de seu corpo inerte, com a ajuda de um computador e um dispositivo que custa R$ 26 mil. (Com informações da Ascom do Instituto Hemerson Casado)

VEÍCULO: DIÁRIO DO PODER