Ensaios clínicos já estão sendo realizados pelo Laboratório Kadimastem, em Israel e podem custar R$40 milhões

*Texto de Anne Caroline Bomfim – Jornalista

O Instituto Dr. Hemerson Casado, que luta em prol das pessoas com doenças raras, em Maceió, anunciou o “Estudo AstroX” – projeto inédito que pode ser mais uma opção de tratamento para pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica, no Brasil.

Hemerson Casado e Dr. Danilo Nagem, pesquisador da UFRN, visitam Laboratório Kadimastem, em Israel (Foto: Assessoria)

De acordo com o médico e presidente do instituto que leva o seu nome, Hemerson Casado, pesquisas têm demonstrado que o tratamento com células-tronco é seguro e pode ser um aliado no combate às doenças raras, trazendo esperança para os pacientes, comunidade científica e suas famílias.

Ensaios clínicos já estão sendo realizados e coordenados pelo Laboratório Kadimastem, em Israel. O estudo consiste em utilizar células-tronco de embriões para tratar a ELA – doença rara e sem cura que afeta 14 mil pessoas no país. Estima-se que o investimento poderá custar até R$40 milhões.

Casado é cirurgião cardiovascular e foi diagnosticado com ELA em 2012. “Cientistas utilizam células-tronco de embriões para a diferenciação de neurônios motores, em doses altas e repetidas, em um intervalo de três ou seis meses, para que tenhamos um número de células sendo fixadas na medula e no cérebro”, explica.

FINANCIAMENTO

Instituto se reúne com pesquisadores em Israel (Foto: Assessoria)

O instituto discute financiamento e apoio do Ministério da Saúde, Fiocruz, investimentos privados, emendas parlamentares e recursos próprios de pacientes e de associações brasileiras de ELA. São contabilizadas 170 organizações sem fins lucrativos que luta em favor da causa das doenças raras no Brasil.

“Custa caro, mas é uma esperança para aqueles que não tem esperança. A medicina regenerativa é uma chance que temos de, um dia, ficarmos de pé. Isso é tudo que almejamos”, resume o ativista.