Evento é iniciativa do Instituto Dr. Hemerson Casado e reúne profissionais e estudantes da área da saúde em Alagoas

*Texto de Anne Caroline Bomfim e Blenda Machado

Participantes elogiaram o primeiro dia do II Simpósio Internacional sobre ELA

O primeiro dia do II Simpósio Internacional sobre Esclerose Lateral Amiotrófica foi um sucesso. O evento, que está sendo realizado sendo no Hotel Ritz Lagoa da Anta, em Maceió, segue com a programação até terça-feira (26) e reúne profissionais, pesquisadores e estudantes da área da saúde.

A iniciativa é do Instituto Dr. Hemerson Casado. A programação científica começou neste domingo (24) com minicursos que abordaram temas como: fisioterapia, avaliação funcional, cuidados paliativos na ELA e a impressão 3D: suas vantagens e desvantagens. As capacitações foram divididas em três salas simultâneas.

‘‘O que percebi é que a área da engenharia pode contribuir para criar equipamentos da melhor forma possível visando ajudar no tratamento desses pacientes’’, afirma o estudante Gabriel Souza, que curso Engenharia Biomédica na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Dra. Alessandra Corrales é fisioterapeuta especialista em doenças neuromusculares

A fisioterapeuta neuromuscular da Unifesp, Dra. Alessandra Corrales, que também é diretora da Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (ABRELA) e do Instituto Dr. Hemerson Casado, ministrou o minicurso: a importância da fisioterapia motora no paciente com ELA. Ela destacou a importância de contar com um profissional especializado para uma abordagem terapêutica adequada.

“A avaliação começa, primeiramente, com uma anamnese, em seguida testes funcionais e aplicações de escala específica para ELA’’, explica.

A fonoaudióloga Ana Chiappetta, por sua vez, apresentou o minicurso: fonoterapia na Doença do Neurônio Motor (DNM/ELA).

Ela explica: ‘‘a perda da fonação, mastigação, deglutição, voz e fala pode ocorrer desde o início da doença ou durante sua evolução, devido a lesão do corpo celular do neurônio motor inferior. Quando esse neurônio é atingido, ele não leva alimento para essa musculatura, e essa por sua vez começa a enfraquecer. Com isso o indivíduo começa ter alteração nessas funções’’.

Ao falar sobre a importância da sexualidade da pessoa com ELA, Maria Mello, terapeuta ocupacional, ressaltou que a pessoa com deficiência ou com doença rara pode ter uma visa sexual ativa e que ‘‘o primeiro passo é reconhecer que ele não perdeu sua sexualidade, apesar da doença”. Completa dizendo: “também é necessário o diálogo com o parceiro e estabelecer uma nova forma de fazer sexo’’.

ABERTURA

A solenidade de abertura do II Simpósio Internacional sobre Esclerose Lateral Amiotrófica contou com a presença do presidente do Instituto Dr. Hemerson Casado, Dr. Hemerson Casado, o vice reitor da Universidade Federal de Alagoas, José Vieira da Cruz, o diretor executivo de Ciência e Tecnologia da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), João Vicente Lima.

Acary, da Abrela, palestra sobre a história da ELA

E também da diretora do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Alagoas, professora Iracilda Maria Lima, presente também, o coordenador do Laboratório de Inovação Farmacológica (Laif), Marcelo Duzzioni, o diretor do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde do Rio Grande do Norte (LAIS) Hélio Roberto, e o palestrante Acary Souza Oliveira, representando a Associação Brasileira de ELA.

A palestra do médico teve como tema: “A História da ELA”. Na oportunidade, ele também tratou sobre a alteração de comportamento após o uso do medicamento Riluzol.

O coordenador Marcelo Duzzioni conta dos desafios que a ELA enfrenta. ‘‘A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença rara sem muitos investimentos, então temos que ir em busca de alternativas terapêuticas”. Ele parabenizou o Instituto Dr. Hemerson Casado por lutar incansavelmente em prol das pessoas com doenças raras e complementou: “o evento reúne o que há de melhor em termos de assistência e mostra o que está sendo realizado nos diferentes laboratórios do mundo’’.

Professor Marcelo Duzzioni, da Universidade Federal de Alagoas

O vice reitor da Universidade Federal de Alagoas José Vieira da Cruz, expõe da responsabilidade da Universidade estimular a pesquisa. ‘‘É muito importante, nós acompanharmos nessa gestão as reivindicações do Dr Hemerson Casado com relação a ELA. Trabalhamos em projetos e pesquisas que pudessem dar um suporte maior ao tratamento e há possíveis remédios para ELA’’.

Saiba mais a programação completa neste link.