Dr. Hemerson Casado recebeu menção honrosa pelos relevantes serviços prestados à sociedade

*Texto de Anne Caroline Bomfim – Jornalista

O médico e portador da Esclerose Lateral Amiotrófica, Hemerson Casado Gama, foi homenageado durante o primeiro dia do XXIII Congresso Alagoano de Cardiologia, realizado na noite da última quinta-feira (25), no Hotel Ritz Lagoa da Anta, em Maceió.

Foto: Robert Santos

O evento apresenta os temas mais relevantes da Cardiologia e conta com a presença de pesquisadores, estudantes e médicos de todo o Brasil. O cirurgião cardiovascular alagoano, que se tornou conhecido nacionalmente pelo ativismo em prol dos portadores com doenças raras, recebeu menção honrosa pelos relevantes serviços prestados à sociedade.

 

RECONHECIMENTO

 A homenagem foi conduzida pelo Dr. Edvaldo Xavier, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia – Seccional Alagoas; o prefeito de Maceió, Rui Palmeira e Dr. Leilton Luna, da Diretoria Científica do evento. Portador da ELA desde 2012, o médico e presidente do instituto que leva o seu nome, tem lutado incansavelmente pelos direitos humanos da saúde.

Hemerson Casado atuou médico em Alagoas, Espírito Santo, e em países como Inglaterra, Canadá e Estados Unidos. Na oportunidade, ele agradeceu o respeito e amizade dos colegas cardiologistas. “Em quase trinta anos de experiência médica, eu só fiz duas coisas: uma foi trabalhar arduamente para salvar vidas e outra foi fazer amigos”, destacou.

ATIVISMO

 “Tive passagem por templos sagrados da medicina e sempre me preocupei em aprender ao máximo para cuidar do coração dos alagoanos”, complementou. O ativista continua em busca de conhecimento e usa essa força para lutar contra as doenças raras.

Essa é uma área da medicina que é muito vasta e necessita de um desprendimento muito grande para que possamos ter um resultado político e social

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença rara neurogenerativa e progressiva que afeta o neurônio motor do cérebro e medula espinhal causando paralisia muscular. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil há 14 mil indivíduos portadores de ELA. Ativista dos direitos humanos da saúde, o médico hoje se comunica por meio de um software de leitura ocular.