Objetivo é garantir parcerias e projetos para ajudar pacientes com doenças raras, especialmente com Esclerose Lateral Amiotrófica, no Brasil

 

 

 

Em mais uma viagem para o Oriente Médio, o médico cardiovascular e portador da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Hemerson Casado, embarca no dia 8 de maio para Israel com o objetivo de conseguir parcerias e projetos voltados para doenças raras. Ele integra a delegação brasileira composta também por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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Desde que teve sua vida completamente modificada por causa da doença, Casado tem buscado se relacionar com médicos e cientistas do mundo inteiro em busca de tecnologias assistidas que melhorem o acesso dos portadores de doenças raras a tratamentos no Brasil.

Durante oito dias, o médico vai visitar centros de pesquisas e universidades nas cidades de Jerusalém, Bersebá e Rehovot. “As minhas expectativas são as melhores possíveis. A minha visita às instituições tem três focos principais: diagnóstico, tratamento e busca por tecnologias assistivas”, conta. A programação da viagem é vasta e também visa fomentar projetos para diagnóstico de câncer.

A delegação brasileira vai ser recebida por pesquisadores israelenses para a celebração de acordos. Na Universidade Hebraica de Jerusalém, por exemplo, Hemerson pretende se reunir com professores universitários e médicos, como Haya Lorberboum-Galski, pós-doutora em Bioquímica e Ithai Rabinowitch, professor titular da Faculdade de Medicina e PhD em Engenharia Industrial. A Universidade de Jerusalém está entre as 100 melhores do mundo e foi galardoada com cinco prêmios Nobel.

A missão é iniciativa do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN. Em 2018, Hemerson se reuniu com o embaixador de Israel no Brasil, o diplomata Yossi Shelley. Na oportunidade, eles estreitaram os laços e discutiram possibilidade de parcerias e cooperações técnicas internacionais. Em 2015, Hemerson Casado havia ido para Israel pela primeira vez.

Hemerson Casado convive com a ELA há seis anos. Neste período, ele perdeu todos os movimentos do corpo. Sem poder falar, e apenas os olhos podendo se movimentar, ele se comunica com outras pessoas através de um programa de computador que realiza leitura ocular. É através do equipamento que ele se relaciona com o mundo inteiro.

VEÍCULO: OP9