*Anne Caroline Bomfim – Jornalista

O Instituto Dr. Hemerson Casado iniciou o ano de 2019 com ações de assistência em prol dos portadores com necessidades especiais e doenças raras através das redes sociais. Semanalmente, campanhas de marketing digital são realizadas pela organização sem fins lucrativos para beneficiar aqueles que mais precisam.

Durante todo o mês de janeiro, o instituto somou forças e realizou a doação de equipamentos que visam auxiliar portadores de algum tipo de patologia em suas rotinas diárias. Na primeira quinzena do mês, a entidade doou um guincho que estava sendo utilizado pelo portador da Esclerose Lateral Amiotrófica, o jornalista Marcelino de Freitas Neto, que faleceu em decorrência de complicações da doença no início deste ano.

O guincho havia sido cedido gentilmente para o comunicador pelo presidente do instituto, o cirurgião cardiovascular Hemerson Casado. Agora, ele ganha um novo lar e vai ajudar na locomoção de Aparecida de Lima, 41, portadora da ELA há sete anos. “Me sinto feliz pela minha mãe, afinal, tudo o que for bom para ela, também é bom para mim”, resume sua filha Laís.

Além do guincho, também foi anunciada a doação de um andador e uma cama hospitalar. De acordo com o presidente Hemerson Casado, médico e portador da ELA, em fevereiro, a expectativa é que as ações de assistência social continuem.

“Eu quero ampliar essas campanhas e conscientizar mais pessoas para a causa do instituto. Eu não luto apenas por mim, mas por todos aqueles que são esquecidos pela nossa sociedade. O trabalho precisa continuar, apesar das dificuldades”, conclui.

SOBRE O INSTITUTO DR. HEMERSON CASADO

O Instituto Dr. Hemerson Casado Gama é uma organização sem fins lucrativos que visa servir a população alagoana e brasileira ao transmitir informações sobre doenças raras e seus tratamentos, bem como luta pelos direitos destes pacientes oferecendo orientação sobre benefícios previstos em lei.

Além disso, também estimula a comunidade científica e seus participantes no desenvolvimento de estudos para melhorar a qualidade de vida dos portadores. Fundado em 2014 e localizado em Maceió, o instituto vislumbra construir uma sociedade mais inclusiva através de assistência, educação, pesquisa e desenvolvimento socioeconômico.

A entidade soma forças para despertar a consciência da sociedade civil, ampliando o debate sobre as doenças raras e valorizando as diferenças humanas para garantir os direitos daqueles que mais precisam.