II Encontro da Caravana ABH Jovem será realizado na cidade de Feira Grande

*Texto de Anne Caroline Bomfim – Jornalista

Alagoas vai ser palco de um evento científico que visa ampliar discussões a respeito Doença de Huntington – enfermidade rara que atinge o sistema nervoso. O II Encontro da Caravana ABH Jovem vai acontecer nos dias 30 e 31 de agosto de 2019, em Feira Grande, Agreste do Estado.

A cidade foi escolhida como sede por estar entre os três municípios brasileiros com maior número de casos da doença, ao lado de Ervália (Minas Gerais) e Sobral (Ceará). Além de palestras para capacitação técnica, o encontro visa integrar familiares, estudantes e profissionais da área da saúde.

De acordo com Valmir Júnior, que integra a organização do evento, apesar de ser uma doença rara, a família do portador de Huntington não precisa conviver sozinha com as dificuldades encontradas no dia a dia. Faz-se necessário ampliar as redes de apoio. “Esperamos que esse encontro possa ser útil de diversas formas, fortalecendo as esperanças daqueles que mais precisam”, diz.

PROGRAMAÇÃO

O primeiro dia do evento deve contar com palestras de profissionais que são referência na área de doenças raras em nível nacional, a citar:

Thays Apolinário, biomédica e doutoranda em Neurologia; Leandro Nóbrega, médico e especialista em Medicina do Esporte e do Exercício com atuação na área de Terapia Intensiva; Gorette Nunes, uma das fundadoras da Associação Brasil Huntington e Dionatan Rodrigues, fisioterapeuta e mestre em Neurologia.

Já no dia 31 será realizada uma capacitação técnica voltada a profissionais e estudantes no Instituto Federal de Alagoas (IFAL), campus Arapiraca, das 08h às 12h.

APOIO

Valmir (a esquerda), Jeyssi e Aparecida (a direita) se reúnem com Dr. Hemerson Casado

O núcleo da Associação Brasil Huntington em Alagoas trabalha com parceiros nacionais e locais. A organização do evento faz o que pode para angariar recursos e soma forças para ajudar aqueles que mais precisam. O Instituto Doutor Hemerson Casado – organização sem fins lucrativos que luta em prol dos portadores com doenças raras – abraçou a ideia e é uma das instituições apoiadoras.

O cirurgião cardiovascular e ativista, Hemerson Casado, acredita que atitudes como essa destacam a urgência de o poder público se reconhecer como agente transformador de vidas, bem como a sociedade civil organizada. “Os raros precisam de apoio e eu não vou medir esforços para ajudá-los”, resume.